segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Tiwanaku e a Bolívia de "El Diablo Etcheverry" - Review n° 5

* Imagens cedidas pelo Tiwanaku.


Nestas últimas duas semanas muito dolorosas para todos os brasileiros amantes ou não de futebol, após a tragédia da queda do avião da Chapecoense, é difícil associar a imagem da Bolívia à qualquer outra coisa que não remeta ao acidente que culminou com um dos maiores baques da população brasileira e quiçá mundial dos últimos tempos.

Mas neste momento vou deixar de lado a minha imensa tristeza e comoção com o acidente e tentar lembrar o pouco, muito pouco que minha confessa ignorância me permite associar à este país vizinho do Brasil que em geral é lembrada pelas altas altitudes, o governo conturbado de Evo Morales e a pobreza extrema de sua população.

Infelizmente minha lembrança mais marcante da Bolívia também é relacionada ao futebol. Para quem não sabe, houve um tempo em que a seleção boliviana de futebol não costumava ser o saco de pancadas já costumeiro das últimas 4 ou 5 últimas eliminatórias. Em 1993, o time boliviano era extremamente temido e chegou a vencer o Brasil em La Paz, o que parecia ser inimaginável na época e foi o marco inicial para a maior equipe de futebol da história deste país que disputaria sua única Copa em 1994. E o grande cara daquela seleção era "El Diablo" Etcheverry, o camisa 10, habilidoso, muito raçudo mas que era mais conhecido mesmo pela sua cabeleira mulletizada ao melhor estilo Chitãozinho e Xoxoró.

A cabeleira de Etcheverry fazia muito sucesso especialmente entre as mulheres na década de 1990.

Noves fora esta recordação futebolística e as anteriores que fiz, a última coisa que me lembraria a Bolívia seria de sua culinária. Bem pudera, jamais tive a chance de experimentar algum prato (fora as empanadas de feira) ou conhecer algum local especializado em comida boliviana, em Curitiba ou qualquer outro lugar do Brasil. É não é que agora isto é possível, no Tiwanaku no Alto da XV.

Não que o Tiwanaku só sirva comida boliviana, não, seu conceito abrange aspectos da cultura inca que engloba também bastante do Peru e da Venezuela, mas seu nome é inspirado no sítio arqueológico localizado próximo ao lago Titicaca.  

O Tiwanaku é um bar/restaurante cheio de referências da cultura inca em seu ambiente com esculturas, fotos e as mais diversas obras de artesanato local. O grande destaque é seu cardápio de bebidas, diversos chopes com a vantagem de serem servidos em bela tulipa de 550 ml, coisa bastante rara nos bares curitibanos pela quantidade, ótimos drinks especialmente à base de rum e pisco à preços bem acessíveis.

Vale a pena experimentar o chope servido no Tiwanaku. Na boa, eu sugiro todos eles se você for um bebum como eu.

O cardápio de petiscos é incrivelmente barato. Comi alguns pratos típicos como a empanada de carne tradicional,  depois o ceviche que era muito saboroso mas peca pelo excesso de acidez do limão, creio que se for melhor equilibrado será um dos melhores ceviches da cidade. Depois passei pelo bolo de carne com 2 queijos e especiarias e por fim a Cachapa de Doce de Leite que é um prato típico venezuelano, uma espécie de massa de panqueca com recheio tanto doce como salgada também e este foi o petisco mais interessante da noite. 




Pois bem, eis que surge uma boa opção para se curtir um pouco de uma cultura e etnia tão diferente e atípica da nossa apesar da proximidade geográfica, mas o mais importante com uma comida agradável, excelente atendimento e um ótimo chope em Curitiba. Eu posso dizer que encontrei um bom restaurante boliviano na cidade. Aguardo ansioso para encontrar também bom futebol na seleção boliviana nos próximos anos mas confesso que isto já me parece um pouco improvável de acontecer. 

Nota: 7,9/10. 


Custo-Benefício: O Tiwanaku é bem barato para quem gosta de petiscar ou para quem gosta de um boa bebida também. Os petiscos e hambúrgueres variam de R$ 7,50 à R$ 25,00. Já as cervejas saem a partir de R$ 10,00 por um copo de 550 ml que é um preço bem convidativo. Sugestão: Fique atento à pagina do Tiwanaku no Facebook afinal de contas eles gostam mesmo é de fazer promoção. Já eu, gosto de mesmo é de aproveitá-las.

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